Saturday, April 14, 2007

Quando o tanto não é tanto...


Falei num dos últimos posts sobre exportação. E falei da nossa exportação estimulado pelo governo falastrão que exalta como maravilhoso o que não passa de razoável. Exportamos 130 bilhões de dólares anuais. Quanto é isso? Muito? Pouco?

Quem divulga um número e não o relaciona diz pouco. 130 bilhões é uma porrade de dinheiro, por exemplo, para mim, um pelado. Mas não é tanto assim quando se trata do valor total das exportações de um país. Depende!

Fosse a Republiqueta da Fusqueta, ou a Esbórnia, até seria um valor pra lá de bom. Mas não, esse valor nos coloca na posição 26 do mundo em exportações. A Bélgica, que tem o tamanho do Rio Grande do Sul e um décimo da nossa população exporta três vezes mais, está em oitavo com 370 bilhões de dólares.

Quer dizer, é bom cantar, mas não de galo, cantar de galinha...

Friday, February 02, 2007

Cactus..

Eu mesmo devo admitir que é uma lástima não fazer nada para fidelizar os meus leitores, erro no principal, não providenciando a publicação de um conteúdo interessante, em doses homeopáticas e regulares. Nem devo dizer que fá-lo-ei oportunamente, se no passado não fi-lo, como posso prometer fazê-lo no futuro? ; -)

Monday, November 13, 2006

Os irmãos Fú - a moral transversa

Fuman Fu e Siman Fu eram dois irmãos siameses, chineses, e ótimos fregueses da padaria do meu avô. Todos os dias Fuman e Siman ia - ou devo dizer que iam? Pois ele eram dois - até a padaria do meu avô para comprar um pão. E todos os dias o ritual era o mesmo, Fuman queria um pão doce e Siman um salgado, então começavam a discussão: - Doce! - Salgado! - Doce! - Salgado! - Doce! - Salgado! - Doce! - Salgado! - Doce! - Salgado!

O pior de tudo, além dessa monotona de doces e salgados, era que sempre a discusão acabava em vias de fato. Fuman, utilizando a mão esquerda do corpo único, espancava a cabeça de Siman; este, por sua vez, utilizando da mão direita do corpo único, espancava a cabeça de Fuman.

Meu avô, cansado daquele ritual, criou o chamado pão da fraternidade, um pão que era metade doce e metade salgado. Quando no outro dia, Fuman e Siman começaram com a lenga-lenga, meu avô interveio e apresentou aos dois o pão da fraternidade. Fuman olhou para Siman, Siman olhou para Fuman e quem se fú foi meu avô: os dois nunca mais voltaram a padaria.

Saturday, August 26, 2006

Equação impossível

Todos sabiam que a fúria exportadora do país não era uma amostra de uma economia saudável. O normal nos mercados saudáveis é que os excessos de produção sejam direcionados para o mercado externo. No nosso caso o que ia para fora era o que não era consumido pelo mercado interno por falta de poder aquisitivo. Ou alguém imagima que estamos exportando veículos porque não há carência de unidades novos no mercado interno? Ou que estão sobrando sapatos? Carne? Móveis? Roupas?

Você acaba com a demanda com o empobrecimento da classe média - para financiar, através da sangria dos impostos a classe dos menos favorecidos - e, ao mesmo tempo, cria um falso excesso de produção que é ocasionalmente direcionada para o mercado externo - um mercado sujeito a oscilaçõe e que não garante o funcionamento continuo e efetivo da indústria! Simples assim. Com a valorização cambial da moeda, cessam as exportações e você quer se voltar para um mercado inexistente: o interno, que está morto. Kaputz!

Agora a Volkswagen anuncia o fechamento de uma das sua unidades fabris. As fábricas de sapatos e a moveleira no Rio Grande do Sul está quase exterminada. Por que será que isso está ocorrendo? Os arautos das maravilhas do crescimento do País, o pessoal do PT não vive alardeando melhoras? Aonde estão essas melhoras? Se aproveitaram de um período de vacas gordas da economia mundial e realizaram um crescimento pífio de 2,5%. E se a crise americana vier para ficar aonde nós vamos parar?

Talvez nós consigamos sobreviver com os novos mercados que o presidente Lula abriu na África. Putz!

Thursday, June 22, 2006

Mundo dos sonhos

Não sei se o nome apropriado seria este: tem gente que propugna um tipo de filosofia barata baseada numa irrealidade; ou de como tudo seria maravilhoso nesse mundo se nós ainda estivessemos vivendo no édem; parecem esquecer que o homem do século XXI está um tanto quanto afastado daquele modelo ideal que viveu no édem paradisiaco. Ninguém está a fazer um juízo de valor, se seria bom ou não seria bom tal coisa; até porque é uma perda de tempo ficar fazendo juizos de valor sobre alguma coisa irreal como esta.

Queiramos ou não, gostemos ou não, vivemos num mundo em que a realidade é bem diferente; ficar fazendo a defesa disso até parece coisa de aluninho de curso de filosofia que perdeu o contato com a realidade. Alguém teria de convidá-los a passear por alguns lugares reais desse mundo para que eles colocassem novamente seus pés no chão. - Chato isso não?

Ficar falando de asas de anjo quando a realidade é tão dura e tão crua? Façam-me o favor...

Tuesday, June 06, 2006

Eu vim para que todos tenham vida...

... e a tenham em abundância. O que é "ter vida em abundância"? Viver da forma em que vivemos, com uma espada de Dâmocles sobre as nossas cabeças? Como é possível viver explorados por um governo que só nos retira recursos sem nos dar nada em troca?

Poder-se-ia dizer que se retira dos que têm para distribuir para os que não tem, justiça distributiva, justiça social, portanto, poder-se-ia se retirassem também de quem têm, mas retira-se só de quem pouco ou quase nada tem e não de quem muito tem. Não se tributa o capital, não se tributa o capital explorativo, não se tributam as grandes fortunas.

Todos sabem que mais da metade da riqueza do país estão nas mãos de poucos, poucos que permanecem isentos, intocados, enquanto isso a classe média já não tem mais como pagar tributos. Como sempre, manda quem pode, paga quem não têm como espernear...

Monday, May 22, 2006

Sem jeito

Acho que a maioria gosta de colocar imagens naquilo que publica, uma forma de ilustrar, e de suaviazar, amenizar o texto, para que não fique somente "a aridez daquela montanha de letras". Eu também gosto, estou nessa maioria, mas existe alguns senões: a dificuldade de se conseguir uma imagem pertinente ao que se está escrevendo, pelo menos eu acho que a imagem, além de suavizar a aridez do texto, deve acrescentar algo; que além de encontrar essa imagem também esteja liberada, que seu uso não infrinja nenhum copyright - acho que essa é a parte mais difícil -; finalmente pela limitação de espaço de armazenamento de alguns locais onde você publica.

Sei que existe a possibilidade de hospedar as imagens em um - ou mais - local diferente do blog, e eu até faço isso algumas vezes, mas sempre existe um risco do blog carregar e as imagens não, ficando aqueles esqueletos faltantes horríveis na apresentação do seu blog - além de não somar positivamente, fica como um ponto negativo. Claro que tudo isso é problema de blogueiro pobre, todos esses problemas são resolvidos com dinheiro, isto é, como sempre não há nada que o dinheiro não compre, Para quem não tem o jeito é tentar ser criativo.

Saídas? Existem lugares onde é possível conseguir imagens com Copyright Free, um deles é a Wikimédia, a parte com recursos de multimédia da enciclopédia Wikipédia. Diminuir o tamanho em pixels e em kb das imagens para tentar hospedá-las junto com o seu blog, evitando os esqueletos - melhor ter pequenas imagens, thumbnails, do que não ter nada. Caprichar no texto! Não há nada que um bom texto não possa substituir!

Saturday, May 06, 2006

Sem... Sem...

Sem vontade de opinar, sem vontade de discrepar, dessa forma é como estou me sentindo no dia de hoje. Eu estou mais para o concordino, e, muitas vezes, nós precisamos serenar os ânimos, precisamos de uma banho de calma e tranqülidade, "to be cool".

Para isso vou fugir dos locais de onde eu costumeiramente busco inspiração para os meus posts, passo a navegar em mares já dantes navegados, mas que não são usualmente visitados nesse blog. Sou um curioso pela poesia, gosto de escrever os meus versos, embora saiba que eles são um atentado ao bom gosto. Por ser sabedor disso. eu evito ficar cometendo atentados amiúde, but sometimes...
Buscar flor em jardim
É ver a beleza comum
Nas flores silvestres
Se ocultam as belas de mim
Que tal? Mais ou menos, não é? De qualquer forma, vale para mudar o conteúdo do blog, para dar um ar mais ameno ao "Opinário Discrepante".

Um grande beijo e até a próxima!

Sunday, April 23, 2006

Mais Comemorações

Para completar as comemorações desse mês festivo de abril, depois dos festejos da páscoa, tivemos dia 21 o dia de Tiradentes, o mártir da Inconfidência Mineira, movimento precursor da Independência do Brasil. Dia 22 uma dupla comemoração, dia da mãe terra, dia de Gaia, e dia do Descobrimento do Brasil, país ainda considerado um infante - embora eu não o considere dessa forma!

Com a terra a gente pouco cuidade de todos, vale mais a ganância, os interesses economicos, tanto aqui na pátria como fora. Poucos se interessam pelos temas do preservacionismo, ou se interessam desde que não interfiram na atividade econômica. Afinal, o que é mais importante: ganhar dinheiro ou assegurar a sobrevivência da espécie no planeta? Todos tem se inclinado por ganhar dinheiro.

Nós ficamos nessa de país do futuro, com 506 anos de vida somos considerado um país infante. Com duzentos e poucos os Eua é o país líder do mundo. Pode ser que quando atinjamos os 1.000, seremos o quê? Adolescentes?

Friday, April 14, 2006

Abril de tantas revelações!

Essa será uma páscoa de grandes revelações, acho que o tempo do verbo até está mal empregado, nem é mais uma questão de futuro, esta já é uma páscoa de grandes revelações. No campo religioso essa bomba da revelação do novo evangelho, o Evangelho Segundo Judas, que transforma aquele que ficou conhecido como o apóstolo traidor em figura mais importante no plano salvífico do Criador.

Abstraindo todo o óbvio interesse comercial da National Geographic, já que essa história vai render dvds, revistas, filmes, e muito etc, a revelação não deixa de ser bombástica - partindo do princípio de que os textos são autênticos e confiáveis, o que parece ser a próxima batalha que se instalará. O próprio Papa já se antecipou a ela e declarou que Judas continua sendo o velho Judas traidor de sempre.

A outra revelação, não menos bombástica para nós brasileiros, e aqui vale fazer um parenteses para dizer que não deveria se constituir em novidade uma prática corriqueira como essa, se refere ao episódio Suzane von Richtofen e "a encenação do seu sofrimento para as cameras" montada pelos seus advogados. Essa revelação eu coloco no mesmo nível da feita há pouco pelo rapper MV Bill, Falcão e os meninos do tráfico, parece que a nossa sociedade só descobriu ali que os menores favelados trabalham para o tráfico.

No episódio da filha patricida restou estranha, não a armação da entrevista em si, mas a reação popular a essa armação, como se não soubessem que isso ocorre a toda hora nesse país. Achei interessante a reação "espantada" da OAB dizendo que iria investigar e punir os advogados pelo comportamento. Ora senhores, não sejamos hipócritas, se é certo que o comportamento é antiético, para punir os culpados seria necessário punir quase todos os seus associados. Qual advogado não orienta o modo do seu cliente se comportar - inclusive de se vestir, de falar, de sentar, etc - para impressionar os jurados, para impressionar a audiência?

Como se pode ver esse abril tem sido um mês de muitas revelações. Ei! O mês ainda não terminou, esse governo cheio de segredos, quem sabe se...

Sunday, April 02, 2006

Ladrões de Vida!

Este tema não é o tema, não se trata de desamor, se trata de fraquezas. Querem um título mais real? Ladrões de vidas. Quem são eles? O que eles fazem? O título é quase autoexplicativo, são ladrões de vidas. São covardes, que não assumem a sua covardia; vivem uma mentira. Se alguém lhe ama, espera-se que você opte por uma das seguintes alternativas: ou você retribui ao amor recebido, e que assim serão felizes para sempre; ou que você, por não corresponder ao amor recebido, libere esse amor para seguir seu caminho; aquele que foi dispensado sofrerá mais no momento, mas o tempo será a sua cura, sobreviverá para a vida, e, mais importante, para um novo - e verdadeiro - amor. Mas existe uma terceira hipótese, a hipótese do "ladrão de vidas": você não corresponde ao amor recebido, e tampouco fala a verdade libertardora desse amor. Guarda um silêncio massacrante, aprisionante, porque sabe que, na dúvida, não amante que parta; e opta por ter um escravo aos seus pés. Assim o ser amante e não amado se tornará escravo de um enigma, escravo de uma ilusão. Não ganhará a liberdade para tentar a felicidade com outra(o), não ganhará a felicidade com seu atual amor - que na verdade não o ama.

Tuesday, March 28, 2006

Eu, Christiane F...

Há alguns anos o mundo tomou conhecimento do depoimento chocante da jovem Christiane F. que, viciada em heroína com apenas 13 anos de idade, se viu obrigada a prostituir-se para manter o seu vício. O depoimento foi publicado num livro intitulado "Eu, Christiane F., Drogada e Prostituída", e que depois viria a tornars-e um filme com título homônimo.

Hoje Christiane F. tem trinta e pouco anos de idade, uma filha de três anos e vive na Alemanha. Segundo reportagem publicada há pouco pela imprensa, Christiane nunca conseguiu superar totalmente a sua dependência das drogas, o tratamento somente conseguiu que passasse da dependência de uma droga para outra, e hoje enfrenta problemas de saúde decorrentes disso.

Thursday, March 16, 2006

Testando

Com essa viagem do astronauta brasileiro eles podiam testar a probabilidade de sobrevivência de um corrupto na gravidade zero. Não, não estou me refirindo, é claro!, a nenhum dos nossos parlamentares, os corruptos que eu falo são crustáceos decápodes e pertencem a família Callianassidae e ao gênero Callichirus. Alguns medem poucos milímetros enquanto algumas espécies que habitam lagoas formadas por corais chegam a medir até 30 cm.

Thursday, March 02, 2006

Mundo estranho!

A escola campeã do carnaval carioca de 2006 agradece ao patrocínio do presidente venezuelano (?) que permitiu a conquista do título; a seleção brasileira se apresenta na Rússia em pleno inverno em cumprimento a cláusula de contrato com uma multinacional, patrocinador que tem direito a marcar um jogo da seleção por ano (?); nosso carnaval ligado à uma estatal do petróleo venezuelana; nosso futebol à uma multinacional de bebidas alcoólicas; não têm nada de errado nisso não? É assim mesmo que funciona?

Friday, February 17, 2006

Um garoto que amava os Beatles e os Rolling Stones

Eu já fui um garoto que amava os Beatles e os Rolling Stones, isso em tempos imemorais, no século passado. Hoje eu já não sou mais um garoto, mas continuo amando os Beatles, que já não existem mais como um conjunto, desapareceram; e continuo amando os Rolling Stones, que sobreviveram depois de tantas décadas, também não são mais aqueles garotos cheios de trejeitos sensuais. Hoje restaram alguns trejeitos, um tanto quanto desajeitados, as caras lembram ameixas secas, completamente tomadas pelas rugas, mas o que interessa, as músicas, ainda tem a mesma "pegada" que sempre caracterizou a banda.

Infelizmente verei mais um show televisivo da banda, não estarei no Rio, nas areias de Copacabana acompanhando o ritmo, a batida forte de da bateria de Charlie Watts, e talvez a reapresentação dos grandes sucessos da banda em seus mais de 40 anos de carreira: “Satisfaction”, “Start Me Up”, “Sympathy for the Devil”, "Jumping Jack Flash", "Don`t Stop" e "Angie", que fizeram dos Stones certamente a mais conhecida banda de rock do mundo.

Sunday, February 12, 2006

Política

A política e os destinos da humanidade são forjados por homens sem ideais nem grandeza. Aqueles que têm grandeza interior não se encaminham para a política. - Albert Camus.

Quando cheguei ao Congresso, queria fazer o bem. Hoje acho que o dá para fazer é evitar o mal. - Roberto Campos.

De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantar-se o poder nas mãos dos maus, o homem chega a rir-se da honra, desanimar-se da justiça, e ter vergonha de ser honesto! Ruy - Barbosa.

Thursday, February 02, 2006

Solteiros de Estação

Os verões no Rio Grande do Sul estão relacionados com um certo número de traições, separações e descasamentos. Não, não é nenhuma loucura, febre ou um tipo de infidelidade provocada pelos ventos do verão. Ocorre que o nosso litoral dista entre 100 e 200 quilômetros em média da cidade e todas as famílias "de bem" - classe média - tem casas ou apartamentos no litoral.

Quando chega o verão é comum que, logo após as festas de fim de ano, haja uma espécie de mudança das famílias para o litoral. Também é comum, nessas ocasiões, que os maridos permaneçam na residência da capital para atender as obrigações profissionais e se desloque para o litoral nos finais de semana.

Principalmente para aqueles que estão na idade do lobo - quando os homens estão ainda no auge e as mulheres começam a se desinteressar por sexo - as tentações são grandes. Manter-se fiel, vivendo uma vida de solteiro, totalmente livres, leves e soltos na cidade não é tarefa das mais fáceis.

Aliás, hoje em dia, com a liberação feminina, existe também o outro lado da moeda e, não é de todo incomum que quem fique na cidade seja a mulher, enquanto que o homem e sua "entourage" vá para o litoral com as crianças. Sinal dos tempos.

Empacou?

A coisa empacou por aqui no Opinário Discrepante no post do nosso astronauta brasileiro. Também, logo astronauta brasileiro? Depois dessa tinha que dar uma empacada mesmo. Por falar em empacar - que palavra mais estranha essa, de onde deve vir? de paca? -, o homem parece estar empacado também, coisas da mala suerte. Agora houve um atraso na missão russa que vai levá-lo ao espaço, mas o cara vai, mais hora, menos hora ele vai.

Tuesday, January 24, 2006

Nosso Astronauta

O pessoal vai ter que arrumar alguns pinduricalhos para o nosso astronauta levar nessa "missão" com destino a estação espacial, essa "missão" com passagem comprada pelo governo brasileiro no vôo turístico da cápsula Russa, tipo pagou, embarcou. A funçao desses pinduricalhos é justificar os milhões investidos na passagem; nosso astronauta estava na lista de passageiros do ônibus espacial americano - com passagem grátis! -, aquele que andou perdendo as placas de revestimento, mas com o cancelamento da missão, o jeito foi pagar a passagem pros Russos.

Andei pensando no que o nosso atronauta poderia levar; pensei no Lula; numa foto dele, é claro, longe de mim querer mandar o nosso querido e amado presidente para o espaço! Quem sabe um estrêla do PT? Assim tipo o Mercadante? Não vai dar né, vão querer cobrar outra passagem.Um corrupto? Poderíamos testar a possibilidade da corrupção resistir na gravidade zero. Difícil decidir, as possibilidades são infinitas.

Tuesday, January 17, 2006

Tudo o que é demais faz mal

Essa frase do título era uma espécie de epiteto que meu pai usava para tudo. Qualquer coisa que fizessemos de errado, já sabiamos, lá vinha a frase: "Tudo o que é demais faz mal". A regra dourada do caminho do meio, do caminho da moderação, o caminho preconizado por Chilon, o grego, que também ensinava que "a sabedoria está na moderação".

Vivemos numa sociedade extremada, que não aprendeu o caminho da moderação, fugimos de um ponto, fugimos de um erro, pendendo para o ponto diametralmente oposto a ele; os resultados desse tipo de atitude quase sempre são catastróficos. E vamos pagando o preço por nossas decisões erradas. Há também um entendimento equivocado por parte de alguns; o fato de um valor ser positivo, não significa que o seu excesso seja benéfico.

Aqui no Brasil no convivemos com isso. Este caos na segurança é um exemplo claro disso. O entendimento errôneo de que a liberdade deve ser levada ao seu extremo - certamente porque em passado recente viemos do outro extremo - trouxe uma sensação geral de impunidade. Liberdade sem responsabilidade resultou no que resultou: descontrole, caos, baderna, criminalidade generalizada.

E este é somente um exemplo, se comete o mesmo erro em relação a muitos outros valores que, embora importantes, alguns até vitais, não podem ser considerados da forma extremada como normalmente o são. Enquanto não aprendermos a seguir o caminho do bom senso, vamos sempre viver dessa forma, num movimento pendular e aos sobressaltos.